Para que servem as vacinas? Todos os pais conhecem a existência do calendário de vacinação, no qual se especificam as vacinas que devem ser colocadas às crianças desde que nascem até aos 14 anos. Mas poucas vezes se conhece a doença a que se refere nem a sua utilidade concreta; inclusive às vezes, o calendário dado pelo pediatra torna-se ininteligível e impossível de decifrar. Conheça cada uma das vacinas que serão dadas ao seu filho ao longo da vida.
Explicação do calendário de vacinação
Todas as vacinas do calendário podem ser administradas pelo pediatra que lhe entregará um calendário no qual se especifica quando e que vacina se deve dar de cada vez. A seguir, explicamos brevemente para que serve cada uma das vacinas, para que conheça sempre o que está a ser administrado ao seu filho.
Hepatite B (HB)
A hepatite é uma doença causada por um ou vários vírus que podem ocasionar uma infecção no fígado em qualquer idade. A metade dos casos de hepatite é causada pelo vírus tipo B (HBV) ou vírus do soro.
Esta imunização protege contra a hepatite B a qual, com o tempo, pode conduzir à cirrose hepática, doença hepática crónica ou ao cancro do fígado.
O vírus transmite-se de diferentes formas, podendo ser passado da mãe ao bebé no momento do nascimento. Também pode transmitir-se através de contacto sexual ou por sangue infectado. Se a mãe tem HBV no sangue, o bebé necessitará receber a primeira dose pouco depois de nascer. Caso contrário, pode-se esperar até à quarta ou oitava semana de vida, sendo a pauta de vacinação diferente em cada caso. A pauta a seguir é 0-2-6 ou 2-4-6, ou seja, para o primeiro caso, ao nascer, aos 2 e aos 6 meses e para o segundo, aos 2, aos 4 e aos 6 meses.
Difteria, Tétano e Tosse Convulsa (DTPa)
Difteria
É uma infecção contagiosa que pode chegar a ser mortal, causada pela bactéria “corynebacterium diphtheriae”. A difteria pode afectar duas áreas do corpo: a garganta e a pele. Nos anos 30, esta doença era a principal causa de mortalidade infantil mas, hoje em dia e graças à vacina, é muito pouco frequente que as pessoas de países desenvolvidos padeçam da mesma.
A difteria pode entrar no corpo através do nariz e da boca e a transmissão dá-se através das secreções que se expulsam com a tosse. Contudo, em poucas ocasiões pode ser transmitida através de objectos ou de artigos contaminados que se encontram em casa, como brinquedos ou roupa. Regularmente, as bactérias multiplicam-se na superfície ou próximo das mucosas da boca e da garganta. Tétano
O tétano é uma doença aguda do sistema nervoso central causada por uma toxina produzida pela bactéria “clostridium tetani”. Esta bactéria geralmente entra no corpo através de uma ferida aberta, quer seja superficial ou profunda. Uma vez que as bactérias do tétano penetram no organismo, produz-se uma toxina que actua como veneno que se difunde através dos tecidos e afecta o sistema nervoso, causando a doença.
O tétano afecta muitas pessoas em todo o mundo, mas especialmente as que vivem em países em vias de desenvolvimento. Outras pessoas que são propensas a padecer de tétano são as que sofrem de queimaduras ou feridas cirúrgicas, assim como as que se injectam com drogas. É importante mencionar que o tétano não é uma doença contagiosa.
Tosse convulsa
É uma infecção muito contagiosa produzida pela bactéria “bordetella pertussis” que origina ataques súbitos e intensos de tosse que habitualmente terminam numa inspiração prolongada e profunda, emitindo um som agudo. Entre os anos 30 e 40, a tosse convulsa causou estragos em muitos países. Com a chegada da vacina, o índice de mortes diminuiu mas ainda é considerada como um problema importante no mundo. Pessoas de qualquer idade podem ter tosse convulsa, mas em 100% dos casos, 50% registam-se em crianças com idade inferior a 4 anos.
Um doente com tosse convulsa pode propagar as bactérias através das gotas que se expulsam ao tossir ou espirrar e qualquer pessoa que se encontre perto poderá ser infectado ao inalá-las. A partir da terceira semana a doença deixa de ser contagiosa.
Estas três vacinas são injectadas 5 vezes: aos 2, 4 e 6 meses as três primeiras, uma quarta entre os 15 e os 18 meses e uma quinta entre os 3 e 6 anos. Depois e para prolongar a imunidade, é recomendável voltar a vacinar-se de 10 em 10 anos. |