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Deixar as fraldas! Controlo de esfíncteres


2º.-Cada criança é diferente e devemos respeitar a sua forma de ser. Há crianças que se sentam alegremente no bacio, outros mostram medo, outros preferem usá-lo de pé… Nunca os devemos obrigar pois o único que se consegue é um completo fracasso e uma rejeição afectiva. Quando o treino higiénico se converte numa batalha entre a mãe e o filho, este irá utilizá-lo como uma arma contra os seus pais sempre que queira.


3º.-Não há uma idade determinada para controlar. Como dizemos sempre, nem todas as crianças com idades cronológicas similares são iguais. Isto rapidamente é esquecido e inevitavelmente comparamos as nossas crianças com os seus irmãos, vizinhos ou primos. A experiência confirma que uma criança começa a interessar-se pelo controlo a partir dos dois anos. “Em Jauja iniciamos uma criança quando vemos que está preparada ao nível da sua maduração, e não quando cronologicamente já tem idade para isso”. Pelancha recomenda também informar a educadora quando se começa a fazer o controlo. A criança pode desorientar-se ao receber mensagens contraditórias. A mãe e a educadora devem estar de acordo como o vão fazer, na frequência, tempo de permanência no bacio, o que prefere e os recursos que utiliza. Há crianças que aceitam facilmente o uso do bacio no colégio e não em casa ou vice-versa. Tudo depende da relação afectiva que tenha estabelecido com a sua educadora ou com a sua mãe.


4º.-Perante esta aprendizagem devemos mostrar-nos o mais Descontraídos e Tranquilos Possível. Quanto mais interesse tenhamos em que o nosso filho aprenda esta prática, mais ansiedade transmitimos e mais tarde aprenderá. Por tanto há que evitar as pressões excessivas ou mantê-lo demasiado tempo sentado, porque isto apenas conseguirá que a criança retenha até que se levante.


5º.-Nunca o devemos envergonhar quando manche as fraldas ou a roupa, pelo contrário, devemos aplaudir as suas vitórias para que se sinta orgulhoso de si próprio e para que saiba que os seus pais valorizam o que está a fazer.


6º.-Uma vez que a criança se tenha habituado a prescindir das fraldas, não devemos pensar que já não voltará a ter dificuldades. Qualquer mudança emocional na sua vida pode fazê-lo regressar à situação anterior. A gravidez da mãe, o nascimento de um irmão, uma doença familiar, uma mudança de casa, etc. Neste caso não se deve mostrar isto como um fracasso pois poderia afectar a sua auto-estima e segurança pessoal. Se a criança já controla há algum tempo e não teve uma razão aparente para isso, então é necessário analisar o que pode estar a acontecer e o que nos quer dizer com esta regressão ou chamada de atenção.


   

 
 

 
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